
É primavera em Mauristadz. Eis que acordo às três da tarde. Me ponho a acomodar meu corpo no sofá procurando a melhor possibilidade de visualizar o céu. Após minutos de desconforto, enfim acho a posição ideal. Meu corpo perde as forças, inebriado com o processo digestivo do almoço de outrora. Vejo os urubus vindos em direção ao continente, tomados pelo ímpeto de destruição.
Ao final da revoada eis que surge! Cabeça de Leão, corpo de cabra e cauda de serpente a lançar fogo pelas narinas, a Quimera. Ela pousa absoluta nas antenas parabólicas dos edifícios vizinhos. Sua postura imponente me imprime total obediência observadora. Meus pensamentos e sentimentos são arrebatados por aquela majestosa metáfora. A partir dali estimei todas as tardes que tive.
Faltou-me coragem de ter ido chamá-la. Hoje quem sabe, poderia estar viajando em mundos fantásticos. Ou pior poderia ter vivido os restos dos meus dias, amordaçado sob uma maca, num hospício qualquer. Mas não é de hipóteses que se faz a vida. Por isso, tomei as tardes para mim. Lancei mão delas com um propósito. O intuito de devanear. Ou melhor, pensar. Porque é quando se está perdido em desvarios que se encontram as mais profundas verdades. Porque essas tais verdades se encontram absortas no nosso subconsciente. E nosso mundo subjetivo é maravilhoso, pois é só nosso. Mesmo que muitas vezes nem saibamos.
Ao final da revoada eis que surge! Cabeça de Leão, corpo de cabra e cauda de serpente a lançar fogo pelas narinas, a Quimera. Ela pousa absoluta nas antenas parabólicas dos edifícios vizinhos. Sua postura imponente me imprime total obediência observadora. Meus pensamentos e sentimentos são arrebatados por aquela majestosa metáfora. A partir dali estimei todas as tardes que tive.
Faltou-me coragem de ter ido chamá-la. Hoje quem sabe, poderia estar viajando em mundos fantásticos. Ou pior poderia ter vivido os restos dos meus dias, amordaçado sob uma maca, num hospício qualquer. Mas não é de hipóteses que se faz a vida. Por isso, tomei as tardes para mim. Lancei mão delas com um propósito. O intuito de devanear. Ou melhor, pensar. Porque é quando se está perdido em desvarios que se encontram as mais profundas verdades. Porque essas tais verdades se encontram absortas no nosso subconsciente. E nosso mundo subjetivo é maravilhoso, pois é só nosso. Mesmo que muitas vezes nem saibamos.
É por isso que gotejo em doses homeopáticas as lembranças daquela quimera do dia belo de então. Gotejo para recordar das ilusões. Porque a vida é um grande espetáculo de mágicos.


porque a vida é um grande espetáculo de DEUSES!
ResponderExcluiro nosso mundo subjetivo é só nosso, concordo. tá lindo o texto :*
ResponderExcluirRealmente, o mundo subjetivo é só nosso mesmo sendo ainda sim desconhecido por nós mesmos. Gostei do blog, Marcelo. Vou seguir! Beijos
ResponderExcluirdo caralho man
ResponderExcluirparabéns é isso ai o caminho é esse!
abração